Cultura - Teatro

Espetáculo Misery reestreia no Tuca em 19 de janeiro

15 de Janeiro de 2024

Visto por mais de 40 mil pessoas pelo Brasil, adaptação de romance de Stephen King retorna com temporada no Teatro TUCA

Com direção de Eric Lenate, o elenco é estrelado por Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo. Misery fez temporadas lotadas no Rio de Janeiro e São Paulo, e já passou em turnê por Belo Horizonte, Uberlândia, Vitória e Porto Alegre. A montagem foi adaptada em dez países, entre eles Alemanha, Áustria, Nova Zelândia e Canadá

Sucesso de crítica e de público, vista por mais de 40 mil pessoas, a adaptação teatral dirigida por  Eric Lenate para o romance “Misery – Louca Obsessão”, de Stephen King, volta em cartaz em São Paulo para sua 3ª temporada. Estrelado por Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo, o espetáculo que fez temporadas lotadas no Rio de Janeiro e São Paulo, e já passou em turnê por Belo Horizonte, Uberlândia, Vitória e Porto Alegre, retorna em cartaz no TUCAde 19 de Janeiro a 31 de Março de 2024, com apresentações sextas às 20h30, sábados às 20h, e aos domingos às 17h.

Traduzida e adaptada para o português por Claudia Souto Wendell Bendelack e direção de produçãode Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB ProduçõesMisery estreou em 2022 no Teatro Porto (SP) e conquistou o Prêmio Cenym, da ATEB – Academia de Artes no Teatro do Brasil, nas categorias de melhores Sonoplastia e Qualidade Técnica. Além disso, foi indicado ao Prêmio Bibi Ferreira nas categorias Peça, Atriz, Ator, Direção e Cenografia.

A peça conta a história de Paul Sheldon (Marcello Airoldi), um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizada pela personagem Misery Chastain. Após sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes (Mel Lisboa). A simpática senhorita é também uma leitora voraz de sua obra e se autointitula principal fã do autor.

Misery teve duas outras montagens nacionais para o teatro: a primeira, de 1994, chamava-se Obsessão, foi dirigida por Eric Nielsen e tinha como o casal protagonista Débora Duarte e Edwin Luisi. Em 2005 foi a vez de Marisa Orth e Luís Gustavo sob direção do espanhol Ricard Reguant.

A montagem de Lenate, no entanto, é a primeira adaptação direta do texto de William Goldman. Entre as versões internacionais, destacam-se a montagem da Broadway protagonizada por Bruce Willis e Laurie Metcalf em 2015 (por sua interpretação, Laurie foi nomeada para o Tony Award de Melhor Atriz de Teatro) e a versão mexicana de 2011, que conta com o renomado ator Demián Alcázar e Itatí Cantoral. Ao todo, Misery já foi montado para o teatro em dez países.

No cinema, uma versão de 1990 tornou-se uma das adaptações mais conhecidas a partir da obra de King e consagrou-se como sua terceira maior bilheteria, atrás apenas de The Green Mile 1408. Kathy Bates ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Atriz por sua performance. O filme teve direção de Rob Reiner e James Caan interpretou Paul Sheldon.

A montagem

Misery já foi adaptado para o teatro a partir do roteiro de Goldman em dez países, entre eles Alemanha, Áustria, Nova Zelândia e Canadá. 

A montagem brasileira traz um olhar contemporâneo para essa obra. “A personagem da enfermeira Annie Wilkes, obcecada pelo escritor Paul Sheldon, sempre foi retratada no teatro e no cinema de forma estereotipada, como louca e histérica, enquanto Paul ocupava sempre o papel de vítima. Procuramos nesta montagem trazer uma Annie mais esférica, olhar para dentro dela e ampliar as possíveis leituras desta obra para além daquela que coloca o gênero feminino no lugar da instabilidade trágica que precisa ser comandada pelo masculino”, comenta o diretor Eric Lenate. 

Lenate, que também assina a arquitetura cênica e os adereços, optou por um cenário circular, que esconde algumas partes sempre que mostra outras, uma transformação cênica que causa uma certa sensação de ilusão de ótica no público, tudo isso com o auxílio do desenho de luz de Aline Santini, figurinos e visagismo de Leopoldo Pacheco e Carol Badra, trilha sonora, sonoplastia e engenharia de som de L. P. Daniel e direção audiovisual de Júlia Rufino.

A direção de produção desta montagem é de Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções, e a assistência de direção é de Mariana Leme.

Sinopse

Após sofrer um grave acidente de carro, o famoso escritor Paul Sheldon, conhecido pela série de best-seller sobre a personagem Misery Chastain, é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes. Autointitulada a principal fã do autor, Annie se revolta com o desfecho trágico da personagem Misery descoberto em um manuscrito de Sheldon e o submete a uma série de torturas e ameaças.

WB PRODUÇÕES

Fundada por Bruna Dornellas e Wesley Telles, a WB Produções é uma empresa realizadora de projetos culturais, que tem em seu DNA a missão de produzir experiências transformadoras ao público através da cultura brasileira. Há 16 anos no mercado, a WB realiza projetos originais, e também é responsável por grandes obras premiadas internacionais no Brasil. É a produtora de mais de 20 projetos, dentre eles “Através da Iris”, de Cacau Hygino – homenagem a nova-iorquina Iris Apfel, interpretada por Nathalia Timberg; “Misery” da obra de Stephen King, com Mel Lisboa e Marcello Airoldi; “Três Mulheres Altas” (Three Tall Women) de Edward Albee, com Suely Franco, Deborah Evelyn e Nathalia Dill; “Gargalhada Selvagem” (Laughing Wild) de Christopher Durang, com Alexandra Ritcher e Rodrigo Fagundes, dentre muitos outros. Ao todo, a WB Produções atingiu um público de mais de 1,5 milhão de espectadores em mais de 700 sessões realizadas, envolvendo mais de 500 profissionais entre artistas, técnicos e equipe em seus projetos. Além disso, a WB tem como objetivo proporcionar experiências socioculturais e acessíveis, prezando pela diversidade, sempre unindo o ESG ao setor cultural. As atividades de cada projeto realizado estão unidas e ligadas a ODS’s, fortalecendo o legado social da empresa.

Ficha Técnica

Texto Original: Stephen King.

Dramaturgia: William Goldman.

Tradução/Adaptação: Claudia Souto e Wendell Bendelack.

Elenco: Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo.

Direção Artística: Eric Lenate.

Direção De Produção: Bruna Dornellas e Wesley Telles.

Desenho De Luz: Aline Santini.

Arquitetura Cênica e Adereços: Eric Lenate.

Figurinos: Leopoldo Pacheco e Carol Badra.

Visagismo: Leopoldo Pacheco.

Assistente de Figurino e Visagismo: Bruna Recchia.

Trilha Sonora, Sonoplastia e Engenharia De Som: L. P. Daniel.

Direção Audiovisual: Júlia Rufino.

Assistente de Iluminação: Vinicius Andrade

Direção de arte projeções: Sylvain Barré

Fotos: Leekyung Kim.

Criação da Arte: Leticia Andrade.

Assistência de Direção: Mariana Leme.

Direção Cenotécnica: Evas Carretero e Rafael Boesi.

Serralheria: José da Hora.

Produtora Executiva: Aline Gabetto

Mídias Sociais: Ismara Cardoso.

Gestão de Projetos: Deivid Andrade.

Coordenação Administrativa: Letícia Napole.

Assessoria Jurídica: Maia, Miranda & Benincá Advocacia.

Assessoria Contábil: Leucimar Martins.

Marketing Cultural e Assessoria de Mídia: R+Marketing.

Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes

Co-produção: WB Entretenimento.

Realização: WB Produções.

Produção original da Broadway produzida pela Warner Bros. Theatre Ventures em associação com Castle Rock Entertainment, Liz Glotzer, Mark Kaufman, Martin Shafer e Raymond Wu. 

Estreia mundial produzida em Bucks County Playhouse, New Hope, PA Jed Bernstein, diretor de produção. 

Serviço

MISERY, a partir do romance de Stephen King

Temporada: 19 de janeiro a 31 de março, sextas às 20h30; sábados às 21h; e aos domingos às 17h

Teatro TUCA - Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes

Ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia entrada)

Vendas: Bilheteria do Teatro de terça a domingo, das 14h às 20h, ou pela internet no site/app da Sympla! (https://bileto.sympla.com.br/event/88513)

Capacidade: 672 lugares. Classificação:  14 anos. Duração: 120 minutos. Gênero: Suspense. Acessibilidade: Teatro acessível para pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida.

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