Cultura - Educação

Livros da escritora Vanessa Brunt são estudados em diversas universidades do Brasil

22 de Março de 2024

Ser tema de estudo nas universidades ou premiada pelo mundo afora já é costumeiro para Vanessa Brunt, autora de apenas 28 anos, que acumula estatuetas em locais como Suíça, EUA, Portugal e Brasil. O sucesso começou graças à criação de um novo formato literário e aos ressignificados que Brunt constrói para palavras e termos sociais. Mas não é apenas nas páginas dos livros que a comunicadora revoluciona.

Com métodos próprios de comunicação, a também empresária, tem gerado resultados para marcas de todo o país através de estratégias inovadoras do marketing.

Com o poder do Copywriting (textos e conteúdos persuasivos) e através de gatilhos próprios, Brunt tem feito as marcas focarem em collabs umas com as outras ou com influenciadores, mas sempre atribuindo palavras e técnicas de inversão que reforçam sentimentos.

“Há um costume de apresentar produtos focando apenas nas soluções que eles causam ou nos benefícios gerais. Mas ao invés de falar que está vendendo um apartamento amplo, com dois quartos, você precisa falar de momentos e sensações para que a pessoa sinta a amplitude. Não é apenas sobre soluções, mas sobre realização de sonhos. Diga que aquele apartamento é perfeito para sentir a brisa da tarde enquanto relaxa, e que tem espaço de sobra para as crianças brincarem pela sala ou varanda enquanto você trabalha em paz no escritório, por exemplo”, explica Brunt.

A escritora diz que a estratégia da inversão também entra nesse mesmo jogo: “Se você quer falar sobre insistir e motivar, fale sobre como é o peso da desistência. Se quer falar do poder da presença, use a dor da ausência”, conta Vanessa.

O Gatilho da Precaução é um dos mais utilizados, diz a especialista: “Primeiro lembre que você não vende condicionador, você vende cabelos hidratados e desembaraçados. Mas você não vende apenas a solução para um problema, você vende também a precaução. Não se vende hidratante, se vende: peles macias e saudáveis ou, ainda melhor: peles que não vão mais ressecar (precaução)”, exclama.

O do Ressignificado também é um dos principais para o seu time: “Basta mostrar que aquilo que a pessoa achava que estava fazendo certo, na verdade, não é tão correto assim. Exemplo: essa forma de passar hidratante não vai salvar a sua pele no futuro. O correto seria usar esse e esse hidratante especial”.

Livros que misturam estratégias com tramas metafóricas:

Os diversos caminhos de comunicação criados por Brunt estão também nas entrelinhas dos seus livros. Não à toa, diversas universidades passaram a ter os livros Depois Daquilo e Não Precisa Ser Assim indicados pelo corpo docente e apresentados em trabalhos recorrentes dos discentes.

Em suas obras, a autora inclui palavras cortadas ao meio, parênteses que mudam os significados dos termos e diversas novidades não nomináveis. Os livros da autora vão desde distopias até realidades endurecidas, e abordam inspirações sobre vida profissional, amor-próprio, relações sociais e relacionamentos abusivos.

Brunt descreve-se como uma apaixonada por metáfora e deixa isso percorrer em suas páginas. O seu conto Ir Também é Ficar, por exemplo, traz uma premissa curiosa: no ano de 2041, em uma realidade distópica, pessoas mudam de casas de ano em ano e são proibidas de casar ou ter qualquer relação duradoura. “Tudo o que está no conto fala sobre o que já vivemos, com críticas sociais em formato metafórico”, explica ela, que é conclui sobre o futuro do Marketing: “as colaborações e parcerias são o verdadeiro poder do amanhã, mas nada funciona sem o texto certo por trás, e o texto correto foca em repetições com sinônimos para causar as sensações ideais”. Conclui.

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