Informes - GERAIS

Pele ressecada, coceira e queda de cabelo: por que esses sinais aumentam no outono

10 de Março de 2026

Com a queda da umidade do ar, a estação costuma agravar ressecamento, sensibilidade da pele e alterações no couro cabeludo; dermatologistas reforçam a importância da hidratação

Com a chegada do outono, mudanças no clima começam a impactar diretamente a saúde da pele e do couro cabeludo. A queda da umidade do ar, aliada a banhos mais quentes e ao clima mais seco, favorece o ressecamento, a descamação, a coceira e até o aumento da queda capilar sazonal.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a diminuição da umidade e a perda de água pela pele comprometem a chamada barreira cutânea — mecanismo natural de proteção do organismo contra agentes externos.

Segundo o dermatologista José Roberto Fraga Filho, membro titular da entidade e diretor clínico do Instituto Fraga de Dermatologia, manter a hidratação adequada é essencial para preservar a saúde da pele e do organismo como um todo.

“A água funciona como o óleo de um motor. Se essa lubrificação não é mantida, o funcionamento deixa de ser adequado. Cerca de 70% do nosso organismo é composto por água, e a pele depende diretamente dessa hidratação para manter sua função de proteção”, explica.

Além do ressecamento mais intenso, o período costuma evidenciar danos acumulados ao longo do verão, especialmente relacionados à exposição solar. “Vivemos em um país tropical, com milhares de quilômetros de litoral e uma cultura forte de exposição ao sol.

Esse hábito contribui para o bronzeamento, mas também aumenta o fotoenvelhecimento, o surgimento de manchas e, em pessoas predispostas, pode elevar o risco de câncer de pele ao longo do tempo”, alerta o especialista.

Por isso, o outono também é considerado um período estratégico dentro da dermatologia. Com menor intensidade de radiação solar, a estação costuma ser indicada para tratamentos reparadores da pele.

“É uma fase muito utilizada para procedimentos mais intensos, como lasers e peelings, que ajudam a tratar manchas, melhorar a textura da pele e reparar os danos causados pela exposição solar”, afirma o médico.

Mesmo com a menor incidência de sol, os cuidados básicos continuam sendo indispensáveis: limpeza adequada da pele, uso diário de hidratantes, proteção solar e atenção à alimentação.

O cuidado precisa ser ainda maior entre os idosos. Com o avanço da idade, a pele tende a produzir menos óleo natural e perde parte da capacidade de retenção de água, o que favorece o ressecamento intenso, fissuras e coceiras, especialmente em períodos de clima seco. “A pele do idoso é naturalmente mais fina e sensível. No outono e no inverno, quando a umidade do ar cai, esses pacientes podem apresentar descamação mais evidente e até pequenas rachaduras, que aumentam o risco de infecções cutâneas. Por isso, a hidratação diária e o uso de sabonetes suaves são fundamentais”, orienta o dermatologista José Roberto Fraga Filho.

“Além dos cuidados tópicos, manter uma dieta equilibrada e priorizar alimentos frescos também contribui para a saúde da pele. O cuidado precisa acontecer de dentro para fora”, finaliza.

Fonte

José Roberto Fraga Filho – dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e diretor clínico do Instituto Fraga de Dermatologia.

Comentários
Assista ao vídeo