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Por que emagrecer após os 35 anos fica mais difícil? Nutricionista explica mudanças no metabolismo

1 de Abril de 2026

Especialista em emagrecimento feminino, a nutricionista Cecilia Santos explica como hormônios, intestino e metabolismo influenciam a dificuldade de perder peso após os 35 anos.

Cecilia Santos | Foto: Divulgação

Durante muitos anos, o emagrecimento feminino foi tratado de forma simplificada. A recomendação era basicamente reduzir calorias e seguir dietas restritivas. No entanto, para muitas mulheres, especialmente após os 35 anos, essa lógica deixa de funcionar. O que antes parecia simples passa a se tornar cada vez mais desafiador.

Segundo a nutricionista Cecilia Santos, especialista em emagrecimento feminino, essa dificuldade tem explicação científica. Mudanças hormonais naturais, alterações metabólicas e até o funcionamento do intestino podem influenciar diretamente a forma como o corpo feminino responde à perda de peso nessa fase da vida.

Uma trajetória construída com persistência

A história profissional de Cecilia Santos começou há mais de duas décadas, quando se formou em Nutrição pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ. Naquele período, a nutrição clínica ainda tinha pouca visibilidade e a divulgação profissional acontecia de forma muito diferente do que vemos hoje.

No início da carreira, sem redes sociais ou grandes plataformas digitais, ela precisou construir sua prática de forma bastante direta. Naquela época, a divulgação do trabalho era basicamente no boca a boca. Cecilia conta que chegou a imprimir panfletos e entregar nas portarias de prédios oferecendo atendimento domiciliar para conquistar os primeiros pacientes.

Com o passar dos anos, atendendo centenas de pacientes, Cecilia começou a perceber um padrão recorrente entre muitas mulheres que chegavam ao consultório buscando emagrecimento. Muitas chegavam frustradas porque o que funcionava para emagrecer aos 20 ou 30 anos simplesmente deixava de funcionar depois dos 35.

Essa observação despertou um interesse crescente em compreender melhor o metabolismo feminino e as mudanças que ocorrem no corpo da mulher ao longo da vida. A partir dessa percepção clínica, Cecilia aprofundou seus estudos em áreas como nutrição clínica, nutrição esportiva, fitoterapia, endocrinologia e suplementação funcional. Hoje seu trabalho é direcionado principalmente para mulheres acima dos 35 anos.

O que acontece com o metabolismo feminino após os 35 anos

O corpo feminino começa a passar por uma transição hormonal gradual a partir dessa fase da vida. Mesmo antes da menopausa, já podem ocorrer oscilações hormonais que impactam diretamente o metabolismo. Pequenas variações hormonais começam a influenciar a forma como o organismo lida com energia, gordura e glicose.

Outro fator importante é a redução progressiva da massa muscular ao longo dos anos. Como o tecido muscular é metabolicamente ativo, essa diminuição pode contribuir para um metabolismo mais lento. Menos massa muscular significa que o corpo passa a gastar menos energia naturalmente.

Além disso, começam a aparecer com maior frequência alterações metabólicas como resistência à insulina, aumento de inflamação metabólica e mudanças no funcionamento intestinal.

Hormônios, intestino e metabolismo estão interligados

O emagrecimento feminino precisa ser analisado de forma integrada. Hormônios, intestino e metabolismo estão profundamente conectados.

Os hormônios regulam sinais importantes relacionados à fome, saciedade, gasto energético e armazenamento de gordura.

O intestino também exerce um papel central nesse processo. A microbiota intestinal participa da regulação inflamatória, da absorção de nutrientes e da modulação de hormônios que influenciam o metabolismo.

Quando o intestino não está equilibrado, podem surgir inflamação, alterações metabólicas e maior dificuldade para perder peso.

Cecilia Santos | Foto: Divulgação

Por que muitas mulheres fazem dieta e não conseguem emagrecer

Muitas mulheres relatam que fazem dieta, reduzem calorias e mesmo assim não conseguem perder peso. Isso acontece porque o metabolismo não responde apenas à quantidade de calorias ingeridas.

Dietas muito restritivas podem levar a adaptações metabólicas importantes. O organismo passa a gastar menos energia e ativa mecanismos de defesa contra a perda de peso.

Estratégia nutricional personalizada

No consultório, Cecilia estrutura o acompanhamento nutricional de forma individualizada. São avaliados histórico de peso, rotina, exames laboratoriais, composição corporal, sintomas hormonais e saúde intestinal.

A partir dessa análise é construída uma estratégia nutricional personalizada, voltada para melhorar o funcionamento metabólico do organismo.

Um olhar mais cuidadoso sobre o corpo feminino

Para Cecilia Santos, o emagrecimento não deve ser visto apenas como uma questão estética. Muitas vezes o excesso de gordura abdominal está relacionado a alterações metabólicas importantes.

Quando a saúde metabólica melhora, o emagrecimento tende a acontecer de forma mais natural e sustentável.

Para acompanhar mais conteúdos e orientações da nutricionista, acesse o Instagram: @nutriceciliasantos

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