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Dra. Giulia Menegon defende abordagem científica e individualizada no tratamento da obesidade

22 de Julho de 2026
Giulia Menegon | Foto: Divulgação

Emagrecer tornou-se um dos assuntos mais presentes nas redes sociais, mas a quantidade de informações disponíveis nem sempre facilita a vida de quem busca cuidar da saúde. Dietas extremamente restritivas, promessas de resultados rápidos, suplementos sem indicação e medicamentos utilizados sem acompanhamento médico passaram a dividir espaço com conteúdos sérios, criando um cenário em que distinguir ciência de desinformação se tornou um dos maiores desafios para os pacientes. Em meio a esse excesso de opiniões, muitas pessoas acumulam frustrações, tentativas interrompidas e a sensação de que não possuem disciplina suficiente para alcançar resultados duradouros.

É justamente contra essa visão simplificada que a Dra. Giulia Menegon, médica com atuação em emagrecimento e metabolismo e pós-graduada em Endocrinologia, construiu sua prática clínica. Para a especialista, a obesidade não pode ser reduzida a uma questão estética, tampouco à ideia de que basta comer menos e se movimentar mais. Trata-se de uma doença crônica, complexa e multifatorial, influenciada por fatores genéticos, hormonais, metabólicos, comportamentais, emocionais e ambientais, que exige investigação cuidadosa e tratamento adaptado à realidade de cada paciente.

O interesse da médica pela endocrinologia surgiu do desejo de compreender como diferentes mecanismos do organismo se relacionam e influenciam a saúde. Hormônios, metabolismo, sono, composição corporal, hábitos de vida e aspectos emocionais não funcionam de maneira isolada. Ao contrário, formam uma rede de respostas que pode interferir diretamente na fome, na saciedade, no gasto energético e na forma como cada pessoa reage às estratégias de emagrecimento. Essa visão integrada fez com que a Dra. Giulia encontrasse na área uma possibilidade de acompanhar o paciente de maneira ampla, observando sinais e sintomas que muitas vezes passam despercebidos quando o peso é analisado apenas pela balança.

Dentro desse campo, o tratamento da obesidade ganhou um significado especial em sua trajetória. A especialista explica que reduzir o excesso de peso pode produzir mudanças profundas na qualidade de vida, contribuindo para o controle de doenças metabólicas, melhora da disposição, recuperação da autoestima e redução do risco de diversas complicações. Os avanços recentes da indústria farmacêutica também ampliaram as possibilidades terapêuticas e modificaram a maneira como a medicina compreende e trata a doença, oferecendo alternativas mais eficazes para pacientes que, durante anos, conviveram com resultados limitados e sucessivas recaídas.

A Dra. Giulia Menegon observa que um dos principais problemas enfrentados atualmente é a transformação da saúde em produto de consumo rápido. Nas redes sociais, estratégias que prometem mudanças expressivas em pouco tempo costumam ganhar mais destaque do que orientações fundamentadas em evidências. O resultado é um ambiente em que pacientes iniciam dietas incompatíveis com sua rotina, excluem grupos alimentares sem necessidade, utilizam medicamentos por conta própria e criam expectativas que dificilmente poderão ser sustentadas no longo prazo.

Na avaliação da médica, a mercantilização da medicina precisa ser discutida com seriedade. Quando tratamentos são apresentados como tendências ou soluções universais, os riscos individuais deixam de ser considerados e o paciente passa a acreditar que o mesmo caminho servirá para todas as pessoas. A especialista defende que informação de qualidade somente se transforma em conhecimento quando é compreendida e aplicada com responsabilidade. Por isso, considera indispensável preservar a ética médica e a prática baseada em evidências, especialmente em uma área tão vulnerável a promessas milagrosas.

A ideia de que emagrecer depende apenas de comer menos também é questionada pela ciência. O déficit calórico continua sendo relevante, mas não explica sozinho por que algumas pessoas perdem peso com maior facilidade enquanto outras enfrentam resistência, fome intensa ou recuperação rápida dos quilos eliminados. A genética, o funcionamento hormonal, a qualidade do sono, o nível de estresse, a composição corporal, o uso de determinados medicamentos, a microbiota intestinal, os chamados disruptores endócrinos e a prática de atividade física podem alterar significativamente a resposta ao tratamento.

A especialista lembra que o organismo humano foi biologicamente preparado para preservar energia. Durante grande parte da história da humanidade, períodos de escassez faziam parte da sobrevivência, e o armazenamento de gordura funcionava como mecanismo de proteção. Essa herança ajuda a explicar por que o corpo costuma reagir à perda de peso com adaptações metabólicas, aumento da fome e redução do gasto energético. Por isso, manter o resultado costuma ser tão desafiador quanto emagrecer, principalmente quando a estratégia utilizada é restritiva, temporária ou incompatível com a rotina do paciente.

Diante dessa complexidade, a avaliação médica individualizada torna-se uma das etapas mais importantes do tratamento. Antes de indicar qualquer conduta, a Dra. Giulia procura compreender a origem do ganho de peso, investigar doenças associadas, avaliar hábitos alimentares, sono, rotina, composição corporal, saúde emocional e possíveis contraindicações. O objetivo é identificar quais fatores precisam ser tratados e construir um plano que seja seguro, possível de manter e coerente com as necessidades daquela pessoa.

A médica também destaca a importância do vínculo entre profissional e paciente. Para ela, um tratamento consistente não é construído apenas com prescrições ou metas numéricas. É necessário criar uma relação baseada em confiança, escuta e participação ativa. Quando o paciente compreende por que determinada estratégia foi escolhida, quais resultados podem ser esperados e quais ajustes serão necessários ao longo do percurso, passa a se envolver de maneira mais consciente no próprio cuidado.

Essa conexão se torna ainda mais relevante porque os fatores emocionais frequentemente interferem no processo de emagrecimento. Ansiedade, depressão, estresse crônico, culpa e frustração podem contribuir para o comer emocional e dificultar a continuidade das mudanças propostas. Em muitos casos, o paciente não precisa apenas de uma orientação alimentar, mas de uma abordagem multidisciplinar capaz de acolher as diferentes dimensões envolvidas na doença.

Segundo a especialista, reconhecer esses fatores não significa retirar do paciente sua responsabilidade sobre o tratamento, mas abandonar a ideia de que toda dificuldade decorre de falta de força de vontade. Essa compreensão reduz o estigma e permite que a obesidade seja tratada com a mesma seriedade dedicada a outras condições crônicas. A culpa, quando colocada no centro do processo, costuma afastar as pessoas do cuidado médico e alimentar um ciclo de tentativas extremas, abandono e recuperação do peso.

Os medicamentos para emagrecimento, conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras", também precisam ser compreendidos dentro dessa lógica. A Dra. Giulia explica que essas terapias possuem indicações clínicas específicas e devem ser utilizadas somente após avaliação médica, especialmente em pessoas com obesidade ou excesso de peso associado a outras condições de saúde. Elas podem auxiliar no controle de mecanismos biológicos relacionados à fome e à saciedade, mas não substituem alimentação equilibrada, atividade física, qualidade do sono e acompanhamento contínuo.

A popularização desses medicamentos trouxe esperança para muitos pacientes, mas também abriu espaço para uso indiscriminado, automedicação e expectativas pouco realistas. A especialista reforça que nenhum tratamento deve ser iniciado porque se tornou popular nas redes sociais ou funcionou para outra pessoa. Cada paciente possui histórico clínico, riscos, objetivos e respostas diferentes, o que exige uma indicação criteriosa e acompanhamento capaz de avaliar eficácia, tolerância e necessidade de ajustes.

Para a Dra. Giulia Menegon, não existe uma estratégia universal. O sucesso está justamente na capacidade de compreender cada organismo, respeitar o momento do paciente e construir um tratamento que possa ser sustentado ao longo do tempo. Aquilo que produz excelentes resultados para uma pessoa pode ser inadequado para outra, e reconhecer essa diferença é uma das bases de uma medicina responsável, ética e verdadeiramente individualizada.

A busca por resultados duradouros exige que o tratamento seja construído com metas realistas e acompanhamento contínuo. Na prática clínica, a Dra. Giulia Menegon evita concentrar a evolução do paciente apenas no número mostrado pela balança, porque esse indicador, isoladamente, não traduz todas as mudanças que podem acontecer durante o processo. Redução da circunferência abdominal, melhora da composição corporal, controle da glicemia, diminuição da pressão arterial, qualidade do sono, aumento da disposição e recuperação da autoestima também fazem parte dos resultados observados. Em muitos casos, essas conquistas aparecem antes de uma perda expressiva de peso e já representam avanços importantes para a saúde.

A especialista explica que o peso corporal pode variar por diferentes motivos e nem sempre uma mudança pequena na balança significa falta de evolução. Ganho de massa muscular, retenção de líquidos, alterações hormonais e mudanças na composição corporal interferem diretamente nesse número. Por isso, o acompanhamento médico considera um conjunto de indicadores que ajuda a avaliar com mais precisão os efeitos do tratamento e a realizar ajustes quando necessário. Essa análise mais ampla também protege o paciente da frustração causada por metas exclusivamente estéticas ou por comparações com trajetórias que não correspondem à sua realidade.

Esse olhar é essencial para compreender por que a obesidade deve ser tratada como doença crônica. A condição está associada ao aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, apneia do sono, esteatose hepática, dores articulares e alguns tipos de câncer. Quando toda a discussão é reduzida à aparência, o cuidado médico acaba sendo adiado e o preconceito ganha espaço. Para a Dra. Giulia, essa visão superficial faz com que muitos pacientes se sintam culpados, evitem buscar ajuda e permaneçam por anos tentando resolver sozinhos um problema que exige acompanhamento especializado.

Reconhecer a obesidade como doença não significa retirar a importância dos hábitos de vida, mas entender que o tratamento precisa ser contínuo, assim como acontece com outras condições crônicas. A médica reforça que alimentação, movimento, sono e saúde emocional continuam ocupando papel central, porém precisam ser trabalhados dentro de um plano que considere as características do paciente, sua rotina, suas limitações e os mecanismos biológicos que dificultam a perda e a manutenção do peso. Essa abordagem permite substituir a lógica da punição por uma relação mais consciente e sustentável com a própria saúde.

A experiência clínica da Dra. Giulia reúne centenas de histórias de pessoas que chegaram ao consultório depois de inúmeras tentativas, muitas delas já sem esperança de alcançar um resultado consistente. Entre os casos que mais demonstram a importância de um acompanhamento bem conduzido estão os pacientes que conseguiram deixar a fila de espera para cirurgia bariátrica após responderem ao tratamento clínico. Para a especialista, esse tipo de evolução produz um impacto que não se limita à vida individual, porque também contribui para reduzir a sobrecarga de um sistema público de saúde que enfrenta longas filas e alta demanda por procedimentos cirúrgicos.

A médica observa que a cirurgia bariátrica continua sendo uma ferramenta importante e pode ser a melhor indicação em determinados casos. No entanto, a existência de opções clínicas mais eficazes ampliou as possibilidades para pacientes que antes tinham poucas alternativas. Quando a avaliação é criteriosa e o tratamento é acompanhado de perto, algumas pessoas conseguem melhorar significativamente o quadro metabólico, reduzir comorbidades e alcançar uma condição de saúde que modifica completamente a necessidade de procedimentos mais invasivos. Essa evolução representa uma das mudanças mais relevantes ocorridas na área nos últimos anos.

Giulia Menegon | Foto: Divulgação

Os novos medicamentos contribuíram de maneira importante para essa transformação. Os análogos de GLP-1 e GIP, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, passaram a ocupar um espaço de destaque por atuarem em mecanismos ligados à fome, saciedade e controle metabólico. A Dra. Giulia Menegon avalia que essas terapias representam uma mudança de paradigma no tratamento da obesidade, não apenas pelos resultados relacionados ao peso, mas também pelos benefícios observados no controle de condições associadas que atingem milhões de pessoas.

Apesar do entusiasmo provocado pelos avanços, a especialista mantém uma posição clara sobre o uso dessas medicações. Elas não devem ser tratadas como produtos de beleza, atalhos ou soluções que dispensam acompanhamento. A indicação precisa considerar critérios clínicos, histórico de saúde, possíveis contraindicações, efeitos adversos e objetivos terapêuticos. Também é indispensável acompanhar a resposta do paciente e compreender que o tratamento da obesidade não termina no momento em que o peso começa a diminuir.

A médica ressalta que interromper a medicação sem planejamento, manter hábitos incompatíveis com a saúde ou utilizar doses sem supervisão pode comprometer os resultados e aumentar riscos. O tratamento precisa ser inserido em uma estratégia ampla, capaz de preparar o paciente para sustentar as mudanças conquistadas. Esse cuidado inclui acompanhamento da alimentação, prática de atividade física, preservação de massa muscular, avaliação de exames e atenção à saúde emocional. A medicação pode ser uma ferramenta valiosa, mas sua eficácia depende da maneira como é integrada ao cuidado.

Esse princípio também orienta a filosofia de atendimento da Dra. Giulia. A especialista procura unir medicina baseada em evidências, escuta ativa e acolhimento, evitando transformar o paciente em uma sequência de exames ou indicadores. Cada pessoa chega ao consultório com uma história, experiências anteriores, medos e expectativas que precisam ser considerados. Para ela, compreender essas particularidades é uma etapa fundamental para construir um plano seguro e fortalecer a adesão.

A relação entre médico e paciente ocupa posição central nesse processo. A Dra. Giulia acredita que confiança não se estabelece por meio de promessas rápidas, mas pela clareza das orientações, pela disponibilidade para ouvir e pelo compromisso com decisões responsáveis. O paciente precisa saber por que determinada conduta foi escolhida, quais resultados são possíveis e quais desafios podem surgir durante o tratamento. Essa participação ativa contribui para diminuir a ansiedade e transformar o cuidado em uma construção compartilhada.

A médica costuma recordar uma frase atribuída a Carl Gustav Jung que resume sua forma de trabalhar: "Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana." Para a especialista, o conhecimento científico é indispensável, mas ele precisa ser acompanhado por sensibilidade. Em uma área marcada por preconceito, frustração e sofrimento, acolher o paciente sem julgamento pode representar o primeiro passo para recuperar a confiança no tratamento e na própria capacidade de mudar.

Essa postura também influencia a forma como a Dra. Giulia se comunica nas redes sociais. Em um ambiente onde informações sobre emagrecimento circulam rapidamente, a médica utiliza o conteúdo como ferramenta de educação e combate à desinformação. Seu objetivo é explicar conceitos, esclarecer riscos e ajudar o público a compreender que saúde não deve ser conduzida por tendências. A popularidade de um tratamento não substitui uma avaliação individual, e a experiência de outra pessoa nunca deve ser utilizada como prescrição.

Para quem já tentou emagrecer diversas vezes e acredita que não conseguirá alcançar resultados, a especialista deixa uma mensagem de esperança, mas também de responsabilidade. O fracasso de estratégias anteriores não define a capacidade do paciente. Muitas vezes, a abordagem utilizada era inadequada, excessivamente restritiva ou incapaz de considerar as causas que influenciavam o ganho de peso. Recomeçar com acompanhamento qualificado pode mudar completamente a trajetória.

A Dra. Giulia Menegon reforça que metas realistas e consistência costumam produzir resultados mais seguros do que tentativas extremas. O processo pode exigir ajustes, pausas e mudanças de direção, sem que isso represente fracasso. Cada etapa precisa ser avaliada com base na saúde, na qualidade de vida e na possibilidade de manter as conquistas. O objetivo não é seguir um padrão estético imposto, mas construir uma relação mais equilibrada com o corpo e reduzir os riscos associados à doença.

Na avaliação da especialista, a medicina vive um período de grandes oportunidades no tratamento da obesidade. O avanço do conhecimento sobre os mecanismos da doença, somado ao desenvolvimento de terapias mais eficazes, permite oferecer alternativas que não existiam há poucos anos. O desafio agora é garantir que essas ferramentas sejam utilizadas com ética, responsabilidade e acesso à informação de qualidade, sem transformar inovação em promessa vazia.

É essa combinação entre ciência, acolhimento e individualização que define o trabalho da Dra. Giulia Menegon. Sua atuação parte da compreensão de que emagrecer não é apenas reduzir números, mas recuperar saúde, autonomia e qualidade de vida. Ao tratar a obesidade com a seriedade de uma doença crônica e respeitar a realidade de cada paciente, a médica busca construir resultados que possam permanecer mesmo depois que a fase inicial do tratamento termina.

Giulia Menegon | Foto: Divulgação

Para acompanhar o trabalho da Dra. Giulia Menegon e acessar conteúdos sobre emagrecimento, metabolismo, obesidade, saúde hormonal e tratamentos baseados em evidências, acompanhe seu perfil no Instagram: @dragiuliamenegon

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