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Unidakila: a rede social universitária sem idade que trocou influenciadores por conhecimento

11 de Agosto de 2026

Em um mundo com mais de 5,6 bilhões de identidades nas redes sociais, a Unidakila surge para acabar com as fronteiras entre educação, ciência, ufologia , tecnologia, e muitas das perguntas que a humanidade ainda não conseguiu responder. O desafio? Comprovar que o algoritmo também pode e deve servir ao conhecimento.

Foto: Divulgação

Talvez o objeto mais disputado do século XXI não seja petróleo, nem território.nem dinheiro.

Talvez seja  a nossa atenção. E essa atençao está hoje voltada nele: - Ele desperta conosco, cabe na palma da mão e costuma dormir a poucos centímetros do travesseiro. Vibra durante o almoço, atravessa reuniões, interrompe conversas e ilumina rostos no escuro. Um dedo desliza pela tela. Depois outra vez. Um vídeo termina e outro começa. A pessoa olha o relógio e descobre que aquilo que pareciam alguns minutos era uma hora de vida.

Nunca estivemos tão conectados. Mas conexão, aprendemos, não é necessariamente encontro.

Os números ajudam a dimensionar essa contradição. Segundo o relatório Digital 2026, mais de 6 bilhões de pessoas já utilizavam a internet no mundo, enquanto as redes sociais reuniam cerca de 5,66 bilhões de identidades ativas — o equivalente a mais de dois terços da população do planeta. (DataReportal – Global Digital Insights)

Entre adultos conectados, a soma do tempo dedicado diariamente a redes sociais e plataformas de vídeo ultrapassa duas horas e meia. São 18 horas e 36 minutos por semana.

Quase um dia inteiro.Toda semana. Talvez ainda mais revelador seja saber por quê.

Foto: Divulgação

Manter contato com amigos e familiares continua sendo a principal razão declarada para frequentar as redes. Mas logo depois aparece algo muito menos grandioso: preencher o tempo livre. Quase quatro em cada dez usuários adultos entrevistados citam essa motivação. (DataReportal – Global Digital Insights)

A tecnologia nasceu para vencer distâncias. E uma das perguntas ao ver uma família reunida na mesma mesa sem se falar mas todos com celular conectados no online é se realmente venceu. Mas talvez a grande pergunta de nossa época tenha mudado. Não é mais: quantas pessoas conseguimos conectar, e sim com quem estamos verdadeiramente conectados.

É justamente dentro dessa contradição que surge a Unidakila, definida por seus idealizadores como uma universidade do saber e uma rede social do conhecimento. Surge muito além de apenas uma universidade ou plataforma de cursos, a Unidakila reúne rede social, comunidade acadêmica, professores, pesquisa, cursos livres, formações e mentorias em um único ambiente. A proposta nasce em meio a uma contradição do nosso tempo: nunca estivemos tão conectados — e talvez nunca tenha sido tão urgente decidir o que fazer com toda essa conexão.

Foto: Divulgação

Se bilhões de seres humanos já aprenderam a seguir pessoas, criar comunidades, compartilhar conteúdos, comentar, conversar e formar redes em torno de interesses comuns, por que a mesma arquitetura não poderia ser utilizada para unir pessoas com o mesmo propósito e mais que isso, para aprender?

Se o algoritmo aprendeu tão bem a disputar nossa atenção, por que o conhecimento não poderia disputá-la também?

 Em meio há tanta disruptividade do formato comum educacional e de rede social, há uma segunda coincidência histórica na origem da Unidakila : Um de seus primeiros grandes eixos acadêmicos é justamente um assunto que, durante décadas, viveu marginalizada como pseudociência, e agora é inegável o oposto: A UFOLOGIA.

Mais conhecida por uns como o estudo dos objetos voadores não identificados. ou na nomenclatura utilizada hoje por instituições norte-americanas, os UAPs — Unidentified Anomalous Phenomena, fenômenos anômalos não identificados.

O tema é de suma importância ao redor do mundo, e podemos rechear de exemplos: No Reino Unido, os Arquivos Nacionais mantêm registros provenientes do Ministério da Defesa relacionados a décadas de relatos de OVNIs. O próprio arquivo histórico britânico informa que o registro e a análise oficiais desses avistamentos começaram no início da década de 1950. 

Na França, existe algo ainda mais singular desde 1977. O GEIPAN, um departamento técnico dedicado a coletar, analisar, investigar, publicar e arquivar relatos sobre fenômenos aeroespaciais não identificados.

Nos Estados Unidos, documentos e informações relacionadas aos UAPs também são disponibilizados pelo AARO, órgão do Departamento de Defesa responsável por tratar ocorrências dessa natureza. Em 2026, novas iniciativas oficiais de localização, revisão e divulgação de registros históricos relacionados a UAPs ampliaram novamente a exposição pública do tema. 

Tudo isso torna a questão intelectualmente mais interessante. Investigar não significa acreditar. E também não significa negar. Significa investigar.

E nesse cenário a Unidakila escolheu a Ufologia como uma de suas portas de entrada acadêmicas. Uma pós graduação construída em torno de perguntas da humanidade. A proposta apresentada pela instituição procura deslocar a conversa da velha dicotomia entre “acreditar” e “não acreditar”.

Em seu lugar aparecem disciplinas:

Astronomia.

Astrobiologia.

Metodologia científica.

História mundial.

Fenômenos espaciais.

Geopolítica.

Comunicação.

Arqueologia.

Civilizações antigas.

Neurociência.

Áreas diferentes reunidas para observar problemáticas que dificilmente caberiam dentro de uma única gaveta. A instituição trás pioneirismo em sua pós-graduação em Ufologia que possui 360 horas,  dupla certificação e pode ser verificada no próprio site do MEC ( E-MEC).

A proposta institucional da dupla certificação em determinadas formações, reunindo certificação nacional e internacional em parceria com a Harold Gillies University, de acordo com as regras específicas de cada programa.

Há aqui uma distinção importante. Uma universidade que nasce para não determinar aquilo em que um estudante deve acreditar. Nasce para ensiná-lo a perguntar, pesquisar, confrontar fontes, encontrar contradições e, eventualmente, descobrir que sua primeira hipótese estava errada. Talvez seja exatamente nesse ponto que a ufologia e a educação se encontram. Não no extraterrestre. Não em ensinar apenas respostas. Ensinar a pensar sobre elas. Na dúvida. Pois na dúvida está a resposta.

Mas limitar a Unidakila à pós-graduação em Ufologia seria enxergar apenas a porta de entrada e ignorar o edifício. Você já se perguntou como seria o mundo se uma rede social tivesse professores ao invés de influenciadores?

A proposta é construir um ambiente em que educação e lógica de rede social convivam. Há perfis, Comunidades, Conteúdo, Interesses compartilhados, conversas e amigos. Há Professores , Cursos, Formações e Mentorias.

Há pessoas conectadas a outras pessoas a partir daquilo que desejam conhecer. Na plataforma nada convencional, o aluno pode acessar cursos livres em diferentes áreas, participar de comunidades, acompanhar professores e, caso queira aprofundar determinado assunto, ingressar em mentorias e outras formações. Seu modelo foi concebido para permitir que diferentes perfis de estudantes encontrem diferentes caminhos dentro de um mesmo ambiente. Uma pessoa pode chegar por um curso livre, outra por uma pós-graduação, uma mentoria, uma comunidade dedicada ao assunto que deseja estudar ou simplesmente para se conectar com pessoas iguais. Não são iguais por pensarem da mesma forma. Mas iguais por buscarem conhecimento.

Porque talvez o problema do nosso tempo já não seja falta de informação, é justamente o contrário: Temos informação demais. Ela chega antes do café. Notificações, Vídeos, Manchetes, Cortes, Podcasts, Comentários, Opiniões. E opiniões sobre opiniões.

O mundo produziu uma máquina extraordinária de distribuição de informação.

Só esqueceu de entregar junto um manual para separar informação de conhecimento.

Conhecimento exige algo mais valioso: Tempo, Contexto, Contraditório, Método. E o recurso mais disputado deste século: atenção.

À frente do Instituto Dakila de Pesquisas está Urandir Fernandes Oliveira, empresário, filantropo, pesquisador e ufólogo. Para ele, a Ufologia precisa dialogar com outras áreas e abandonar o isolamento temático. “Vivemos num mundo em que a Ufologia passa a dialogar cada vez mais com diferentes áreas do conhecimento. O objetivo é oferecer várias formações sólidas, multidisciplinares e baseadas em metodologias científicas, além de criar novas metodologias. E, principalmente, formar e preparar pessoas capazes de analisar criticamente informações e documentos”, afirma Urandir.

O professor Herbert Felix, mestre em Educação e integrante do projeto, coloca a questão em outro plano também importante. Para ele, uma formação multidisciplinar é também uma tentativa de olhar para o futuro da própria educação. O futuro tecnológico poderá ser extraordinário, mas tecnologia sem formação crítica produz usuários. Educação pode produzir autores, pesquisadores, professores e propagadores do conhecimento.

O que você fará com as próximas duas horas?

Existe uma cena que provavelmente acontecerá esta noite em milhões de casas. Alguém pegará o telefone para responder uma mensagem. Encontrará uma notificação. Abrirá um vídeo. Depois outro E mais outro. Talvez ria ou se irrite. Talvez compre alguma coisa que não vais usar. Talvez descubra uma celebridade que não conhecia ou acompanhe durante quinze minutos a vida de uma pessoa que jamais encontrará.

Então olhará o relógio. Duas horas terão desaparecido. Ninguém as roubou. Elas simplesmente passaram. E o número continua diante de nós. Mais de 5,6 bilhões de identidades usam redes sociais no planeta. Talvez o próximo grande salto não seja tecnológico. Talvez seja decidir para quê estaremos conectados.

A Unidakila aposta em uma resposta: usar parte dessa mesma lógica para aproximar pessoas de professores, pesquisadores, estudantes, cursos, debates e perguntas. É uma experiência que nasce enquanto governos tornam antigos documentos públicos, cientistas discutem fenômenos antes relegados às margens e Steven Spielberg volta a olhar para o céu. Uma coincidência curiosa.

A humanidade chegou a uma época em que pode carregar praticamente todo o conhecimento produzido por sua espécie dentro de um aparelho no bolso. E ainda assim pode passar duas horas olhando para ele sem aprender absolutamente nada.

Durante décadas, perguntamos: será que a tecnologia conseguirá conectar o mundo inteiro?

Quase conseguiu. Agora surge uma pergunta muito mais difícil. Depois de conectar bilhões de pessoas, conseguiremos encontrar alguma coisa que valha a pena compartilhar entre elas?

Talvez o futuro das redes sociais não esteja em descobrir uma nova maneira de permanecer conectado.Talvez esteja em finalmente descobrir uma razão melhor para estar.

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