Em períodos eleitorais, a segurança pública costuma ocupar lugar de destaque nos discursos de candidatos e autoridades.
Promessas de mais policiamento, combate à criminalidade e proteção à população ganham espaço no debate público. O desafio é fazer com que a segurança permaneça como prioridade também depois das eleições.
Enquanto as campanhas apresentam propostas, nas ruas a Polícia Militar continua cumprindo diariamente sua missão. São profissionais submetidos a uma rotina de disponibilidade permanente, expostos a situações de risco e obrigados a tomar decisões rápidas, muitas vezes com consequências para a própria vida.
“Não existe política de segurança pública sólida com uma Polícia Militar enfraquecida. Quem cobra presença, eficiência, técnica e coragem dos policiais também precisa defender estrutura adequada, efetivo suficiente, formação contínua, respaldo jurídico, assistência à saúde e remuneração compatível com os riscos da profissão”, afirma Luiz Gustavo Toaldo Pistori, presidente da Defenda PM (Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar).
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| Foto: Divulgação |
Na avaliação de Pistori, a discussão sobre segurança pública precisa incluir as condições de trabalho dos profissionais que estão na linha de frente. Para ele, a valorização da corporação deve ser tratada como uma política de Estado, e não apenas como uma pauta eleitoral.
“Para quem tem trajetória na Polícia Militar, o compromisso precisa ser ainda maior. A experiência dentro da corporação não pode ser apenas uma credencial eleitoral.
Ela deve se transformar em atuação concreta e defesa de propostas capazes de melhorar a segurança da população”, diz.
O presidente da Defenda PM aponta três frentes como fundamentais para a valorização da Polícia Militar: fortalecimento institucional, valorização profissional e segurança jurídica.
O fortalecimento institucional passa pela preservação das competências constitucionais, da natureza militar da corporação e pela recomposição do efetivo. A valorização profissional envolve remuneração adequada, proteção social, atenção à saúde e formação permanente. Já a segurança jurídica significa garantir respaldo aos profissionais que atuam dentro da lei.
“Defender a Polícia Militar não significa defender abusos ou afastar mecanismos de controle. Uma instituição forte precisa ser responsável, técnica e submetida à legalidade. O policial que age corretamente precisa contar com respaldo institucional, sem que isso signifique relativizar responsabilidades individuais”, ressalta Pistori.
Para ele, o debate sobre segurança pública também precisa envolver a sociedade e considerar uma atuação integrada entre diferentes áreas do Estado.
“Segurança pública não se resume à presença policial nas ruas. É preciso investir em prevenção, inteligência, investigação, tecnologia, integração entre instituições e qualificação profissional. O enfrentamento da criminalidade exige planejamento e continuidade”, afirma.
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| Foto: Divulgação |
Com a aproximação das eleições de 2026, Pistori defende que os eleitores cobrem propostas objetivas dos candidatos para a área.
“Homenagens e discursos genéricos já não são suficientes. A população e a família policial-militar têm o direito de conhecer propostas concretas e saber quais candidatos estão realmente comprometidos com uma política de segurança pública estruturada”, afirma.
Na avaliação do presidente da Defenda PM, fortalecer a Polícia Militar é também fortalecer a capacidade do Estado de proteger seus cidadãos.
“Segurança pública exige instituições fortes, profissionais respeitados e gestores dispostos a transformar discursos em políticas concretas.
Esse compromisso não pode existir apenas durante o período eleitoral.
Precisa permanecer hoje e sempre.”
Luiz Gustavo Toaldo Pistori é presidente da Defenda PM (Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar).