Informes - GERAIS

Tempo de promessas: uma Polícia forte para uma sociedade protegida

19 de Agosto de 2026

Em períodos eleitorais, a segurança pública costuma ocupar lugar de destaque nos discursos de candidatos e autoridades.

Promessas de mais policiamento, combate à criminalidade e proteção à população ganham espaço no debate público. O desafio é fazer com que a segurança permaneça como prioridade também depois das eleições.

Enquanto as campanhas apresentam propostas, nas ruas a Polícia Militar continua cumprindo diariamente sua missão. São profissionais submetidos a uma rotina de disponibilidade permanente, expostos a situações de risco e obrigados a tomar decisões rápidas, muitas vezes com consequências para a própria vida.

“Não existe política de segurança pública sólida com uma Polícia Militar enfraquecida. Quem cobra presença, eficiência, técnica e coragem dos policiais também precisa defender estrutura adequada, efetivo suficiente, formação contínua, respaldo jurídico, assistência à saúde e remuneração compatível com os riscos da profissão”, afirma Luiz Gustavo Toaldo Pistori, presidente da Defenda PM (Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar).

Foto: Divulgação
 

Na avaliação de Pistori, a discussão sobre segurança pública precisa incluir as condições de trabalho dos profissionais que estão na linha de frente. Para ele, a valorização da corporação deve ser tratada como uma política de Estado, e não apenas como uma pauta eleitoral.

“Para quem tem trajetória na Polícia Militar, o compromisso precisa ser ainda maior. A experiência dentro da corporação não pode ser apenas uma credencial eleitoral.

Ela deve se transformar em atuação concreta e defesa de propostas capazes de melhorar a segurança da população”, diz.

O presidente da Defenda PM aponta três frentes como fundamentais para a valorização da Polícia Militar: fortalecimento institucional, valorização profissional e segurança jurídica.

O fortalecimento institucional passa pela preservação das competências constitucionais, da natureza militar da corporação e pela recomposição do efetivo. A valorização profissional envolve remuneração adequada, proteção social, atenção à saúde e formação permanente. Já a segurança jurídica significa garantir respaldo aos profissionais que atuam dentro da lei.

“Defender a Polícia Militar não significa defender abusos ou afastar mecanismos de controle. Uma instituição forte precisa ser responsável, técnica e submetida à legalidade. O policial que age corretamente precisa contar com respaldo institucional, sem que isso signifique relativizar responsabilidades individuais”, ressalta Pistori.

Para ele, o debate sobre segurança pública também precisa envolver a sociedade e considerar uma atuação integrada entre diferentes áreas do Estado.

“Segurança pública não se resume à presença policial nas ruas. É preciso investir em prevenção, inteligência, investigação, tecnologia, integração entre instituições e qualificação profissional. O enfrentamento da criminalidade exige planejamento e continuidade”, afirma.

Foto: Divulgação
 

Com a aproximação das eleições de 2026, Pistori defende que os eleitores cobrem propostas objetivas dos candidatos para a área.

“Homenagens e discursos genéricos já não são suficientes. A população e a família policial-militar têm o direito de conhecer propostas concretas e saber quais candidatos estão realmente comprometidos com uma política de segurança pública estruturada”, afirma.

Na avaliação do presidente da Defenda PM, fortalecer a Polícia Militar é também fortalecer a capacidade do Estado de proteger seus cidadãos.

“Segurança pública exige instituições fortes, profissionais respeitados e gestores dispostos a transformar discursos em políticas concretas.

Esse compromisso não pode existir apenas durante o período eleitoral.

Precisa permanecer hoje e sempre.”

Luiz Gustavo Toaldo Pistori é presidente da Defenda PM (Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar).

Comentários
Assista ao vídeo