Além da exposição em veículos de comunicação, estratégia passa a contribuir para a construção de autoridade e presença digital das marcas
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| Foto: Divulgação | Pexels |
A inteligência artificial está mudando a forma como consumidores pesquisam empresas, produtos e serviços e essa transformação também começa a alterar o papel da assessoria de imprensa. Se antes o principal objetivo era conquistar espaço em jornais, revistas, portais e emissoras, agora a presença editorial também pode contribuir para a construção da reputação digital das marcas.
Ferramentas como ChatGPT, Gemini e os novos recursos de inteligência artificial incorporados aos mecanismos de busca passaram a ocupar espaço na jornada de pesquisa dos consumidores. O Google, por exemplo, vem ampliando as respostas geradas por IA dentro da Busca, enquanto o ChatGPT oferece pesquisa na internet com links para fontes.
Nesse novo cenário, empresas precisam estar presentes não apenas nos canais próprios, como sites e redes sociais, mas também em fontes externas e independentes que ajudem a formar sua reputação.
É nesse ponto que a assessoria de imprensa ganha uma nova dimensão.
“Durante muito tempo, a assessoria de imprensa foi avaliada principalmente pelo número de matérias conquistadas. Hoje, precisamos olhar também para o que essas publicações constroem no longo prazo para a marca”, afirma Michel Gildin, diretor da MGAPress.
Uma reportagem sobre uma empresa pode continuar disponível na internet por anos, ser encontrada em pesquisas, compartilhada por clientes e parceiros e fazer parte do conjunto de informações disponíveis sobre aquela organização.
Da mídia tradicional ao GEO
A mudança também está relacionada ao crescimento do Generative Engine Optimization (GEO), estratégia voltada à presença de marcas nas respostas produzidas por mecanismos de inteligência artificial.
Assim como o SEO busca melhorar a visibilidade de páginas nos mecanismos de busca, o GEO considera como empresas são identificadas, contextualizadas e mencionadas por ferramentas generativas.
Nesse contexto, matérias jornalísticas, entrevistas e citações em veículos especializados podem funcionar como referências externas sobre uma empresa.
“Não significa que uma matéria publicada em um veículo fará uma inteligência artificial recomendar automaticamente uma marca. A construção é muito mais ampla. O que muda é que a empresa passa a ter mais fontes externas e confiáveis falando sobre sua atuação”, explica Gildin.
Pequenas e médias empresas também podem se beneficiar
A transformação também amplia as possibilidades para startups e pequenas e médias empresas. A assessoria de imprensa deixou de ser uma estratégia necessariamente restrita a grandes corporações e pode ser utilizada para posicionar fundadores, especialistas e empresas em mercados específicos.
Uma startup pode divulgar uma pesquisa própria. Uma empresa regional pode apresentar sua expansão. Uma indústria pode comunicar um investimento. Um executivo pode se tornar fonte para jornalistas que cobrem seu setor.
O ponto central é transformar informações que já existem dentro da empresa em pautas de interesse público.
“Uma empresa não precisa ser gigante para ter uma boa história. Muitas vezes, uma pesquisa, um investimento, uma inovação ou a experiência de um fundador já são suficientes para gerar uma pauta relevante”, afirma o executivo.
Para a MGAPress, a tendência é que a assessoria de imprensa passe a ser cada vez mais integrada às estratégias de marketing, conteúdo, SEO e GEO.
A lógica deixa de ser apenas conquistar uma publicação e passa a considerar o valor que aquela exposição pode gerar para a marca ao longo do tempo.a