Cultura -

Confira uma entrevista exclusiva com a artista visual, Karla Lessa

26 de Maio de 2020

O trabalho da UP Time Art Gallery é inspirar e fascinar através da Arte. Nossos artistas apresentam trabalhos que retratam nossas emoções, nossas causas, nossas vidas. O público sempre quer conhecer o artista por trás da obra. Quem é, como pensa? Que história de vida levou a esse trabalho?

Hoje conversamos com Karla Lessa.

Para Karla Lessa, Vida e Arte são sinônimos. Suas obras traduzem aspectos fundamentais de sua personalidade e de sua mensagem artística. Um deles é a liberdade, que se manifesta no processo criativo de experimentar diferentes técnicas e deixar-se levar pelo prazer até a conclusão de cada obra. Outro muito marcante é a leveza. Uma energia sutil, que envolve o observador em ondas de pureza e suavidade.

Nesta entrevista, Karla Lessa nos conta sobre sua trajetória e sua visão sobre a Arte como expressão social e, também, como fonte de puro prazer.

Na Arte, o que te move e comove?

O que me move é a procura do belo junto ao novo, o diferente. O que me comove é quando encontro alguma obra que tem uma vibração nova para mim, que me traz leveza, paz interior.

O que a levou à Arte?

Não consigo ver quando eu fui levada para a Arte. A arte para mim é ser! Faz parte de mim desde que nasci. Não consigo ver Arte fora de mim. Respiro Arte.

Como foram seus primeiros passos na Arte?

Quando entrei na Escola de Belas Artes (EBA) da UFRJ, onde me apresentaram os conceitos e técnicas que tenho hoje. Deram-me os instrumentos para perceber esse universo imenso e imensurável.

Quem você admira?

Admiro profundamente a Ângela Âncora da Luz, professora de História da Arte e ex-diretora da EBA. Tive o privilégio de trabalhar com ela. Ela é Arte, vive Arte, inspira Arte. Entre os artistas, admiro Monet e Vincent Van Gogh.

Fale sobre seu processo criativo. Como chega a inspiração para você?

Antes de tudo procuro me conectar à minha essência, ao meu eu. Depois eu sinto qual a técnica que vai me dar prazer naquele momento. A partir dessa busca do prazer, tudo flui naturalmente. Com liberdade.

Quando começa uma obra, você já tem a imagem final em mente?

Muitas vezes visualizo a técnica, as cores... e o começo vai se definindo na minha mente. Contudo, não visualizo a finalização, pois prezo a minha liberdade de criação. Não fico presa à alguma imagem. Deixo minha mão me guiar e o inconsciente fluir.

Sua obra tem uma mensagem social?

Sempre busco trazer leveza, alegria para transmitir paz, amor para quem vê. Mas não sei se consigo em todas as obras. Pois, mais uma vez, eu prezo minha liberdade. A minha busca é por ser feliz na execução, no processo de criação.

Como desenvolveu seu estilo? Como você define o seu estilo?

Depois de uma depressão profunda, de momentos sombrios, havia em mim um vazio e uma necessidade enorme de criar. Não sabia como preencher esse vazio, não sabia como começar... Resolvi fazer uma recordação de todas as técnicas que aprendi na EBA, me permitindo total liberdade de formas... Daí passei por aquarela, pastel, sanguínea, acrílica, grafite.... tudo com muita liberdade. Me expressando por formas que nunca havia experimentado antes.

Daí fui para o grafite com nanquim, depois tirei o grafite... e as obras começaram a fluir num ritmo natural e prazeroso. Foi uma explosão de criatividade!

Creio que relaxei os conceitos técnicos aprendidos e realcei a minha liberdade! Me permiti plenamente. Pegava uma folha em branco e a caneta de nanquim. Fazia formas, sombras, sem conceito, sem nada. Só parava quando a obra gritava!!! Algo que aprendi com uma professora da EBA: parar quando a obra grita. Assim nasceu a artista Karla Lessa. Meu estilo é minha própria essência.

Se você fosse uma cor, qual seria?

Azul, por sua leveza e paz.

Qual a maior alegria que a Arte lhe proporcionou?

O sentido da alegria de viver. Vivo para a Arte. Preciso da Arte. Quando vou num museu, é como se eu recarregasse minha alma.

Como você vê o mercado da Arte no Brasil?

Não existe um mercado amplo de Arte no Brasil. Apenas um segmento bem fechado, restrito.

Você acha que toda Arte é politicamente engajada?

Toda expressão artística traz em si o contexto político em que está o artista. A política está embutida na expressão que faço.

A arte pode ser “comercial”?

O conceito da comercialização se confunde com o conceito da popularização. A que nível se poderia popularizar sem perder a essência? Tenho esse questionamento profundo em mim.

Qual o quadro que você gostaria de ter pintado?

Branco Luz de Jackson Pollock, ele me diz tudo.

Redes Sociais:

www.karlalessa.com

@karla.lessa

www.uptimegallery.com

@uptimeartgallery

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